terça-feira, outubro 23, 2007

"Fui para os bosques porque pretendia viver deliberadamente, defrontar-me apenas com os fatos essenciais da vida, e ver se podia aprender o que tinha a me ensinar, em vez de descobrir à hora da morte que não tinha vivido." *
Walden ou a Vida nos Bosques- Henry David Thoreau
parte 6


Capítulo 2: Onde, e para que vivi

"...porque um homem é rico em proporção ao número de coisas de que pode prescindir."
pag 72

"Cada manhã era um aliciante convite para tornar a vida igualmente simples e, digo até, inocente como a própria natureza."
pag 76

"A manhã, o período mais memorável do dia é a hora do despertar. (...) Pouco se pode esperar do dia, se a isto pode chamar de dia, para o qual não fomos acordados, por nossas próprias forças recém adquiridas e aspirações íntimas, acompanhadas de ondulações de música celestial em vez de sirenes de fábricas, e de uma fragância a encher o ar- para uma vida superior àquela em que caímos adormecidos; e assim a escuridão produz seu fruto e se mostra não menos importante do que a luz. O homem incapaz de supor que o dia contém uma hora mais matinal, mais sagrada e mais radiante do que aquela que já profanou, desesperou-se da vida e envereda por um caminho escuro e em declive."

"Não importa o que dizem os relógios ou as atitudes e ocupações dos homens. É manhã quando acordo e há em mim um amanhecer."

"Estar acordado é estar vivo. Até agora nunca encontrei um homem inteiramente acordado. Como poderia tê-lo encarado?"

pag 77

"Fui para os bosques porque pretendia viver deliberadamente..." *
pag 78

"Por que teríamos de viver com tanta pressa, esbanjando a vida? decidimos morrer de fome antes de sentir fome."
pag 79

"Vivamos o dia de modo tão deliberado como a natureza... (...) estejamos dispostos a aproveitar o dia."
pag 82

"Apaziguemo-nos, labutemos e pisemos com esforço em meio à lama e ao lodo de opiniões, preconceitos, tradição, enganos e aparências... (...) por intermédio da poesia, da filosofia e da religião, até que encontremos um chão duro e com pedras, que possamos chamar de realidade, e dizer: ei-la, não resta a menor dúvida;"
pag 83

Um comentário:

Julia Biffi disse...

Simplesmente, genial.